domingo, 27 de setembro de 2015

Precipício...

Vivo a beira do precipício, a beira do abismo, sempre caindo, quase te alcançando...  Você uma visão impossível do meu querer...
Deusa inatingível, insensível, olhar frio, coração adormecido.
Sou um simples mortal, que vive eternamente aos seus pés, te adorando, bajulando, amando...
Viajo pelo tempo, nas eras, nos ventos, sou folha caída, amarelada no esquecimento, soprada pelo teu capricho, esquecido, esfalecido...
Sou simplesmente enamorado teu, minha Deusa despudorada, amada, venerada, inalcansada...
Andarilho na vida

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O que procuramos...

"Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos." Joseph John Campbell

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Estar nu...


Estar nu não tem a ver com a pele.
A verdadeira nudez é deixar que alguém nos morda os pensamentos; nos veja além da carne e nos leia como um livro.
Os homens são fortes por fora, fazem-se fortes por fora, mas resguardam a sua fragilidade interior, incapazes que são de assumirem o que sentem.
Os homens têm medo das mulheres que os leem, porque assim elas sabem mais deles que eles próprios.
E como pode um homem fazer-se forte, quando uma mulher o despiu por dentro?
João Morgado

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Seu sorriso...


"...E ria. Um sorriso que se media a palmos como se mede o diâmetro do mundo, redondo, grávido, imenso. E eu entrei dentro desse sorriso, onde coube nu e sem vergonha. E dancei com ela como dança um louco, como se não houvesse amanhã, como se o hoje fosse pouco. E quando os nossos corpos caíram na cama, despidos e cansados, dormimos como dormem as flores, caídas umas sobre as outras, a partilhar o calor, a dividir o luar..."
«DIÁRIO DOS IMPERFEITOS»

João Morgado

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Possibilidades...


"As pessoas vêm as coisas como elas são e perguntam por quê? Eu vejo as coisas como elas poderiam ser e pergunto por que não? Bernard Shaw

domingo, 5 de julho de 2015

Essência




"Quando perdemos o nosso cheiro somos vadios, como cães sem coleira. O nosso cheiro é aquele que sopra da raiz da pele e tem o nosso nome. É a lingerie mais íntima do corpo, que nos veste por dentro e por fora, mesmo quando nus. E como lingerie que é, também fica por vezes perdido nas mãos de outra pessoa, ou entre os lençóis da cama, mas sempre acabamos por recolher o nosso cheiro, sempre, para revestirmos dele a nossa tez, a nossa nudez, a nossa timidez…"João Morgado


João Morgado