terça-feira, 24 de novembro de 2015

Quero-te comigo...


Quero-te comigo para poder respirar, para aplacar essa fome que sinto do teu corpo e de tudo que possas me dar, mente, alma, que tudo se cale aqui em mim, por isso quero-te comigo.

Andarilho na vida

sábado, 14 de novembro de 2015

A verdadeira nudez...

A verdadeira nudez é deixar que alguém nos morda os pensamentos... Nos veja além da carne e nos leia como um livro... 

João Morgado

domingo, 27 de setembro de 2015

Precipício...

Vivo a beira do precipício, a beira do abismo, sempre caindo, quase te alcançando...  Você uma visão impossível do meu querer...
Deusa inatingível, insensível, olhar frio, coração adormecido.
Sou um simples mortal, que vive eternamente aos seus pés, te adorando, bajulando, amando...
Viajo pelo tempo, nas eras, nos ventos, sou folha caída, amarelada no esquecimento, soprada pelo teu capricho, esquecido, esfalecido...
Sou simplesmente enamorado teu, minha Deusa despudorada, amada, venerada, inalcansada...
Andarilho na vida

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O que procuramos...

"Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos." Joseph John Campbell

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Estar nu...


Estar nu não tem a ver com a pele.
A verdadeira nudez é deixar que alguém nos morda os pensamentos; nos veja além da carne e nos leia como um livro.
Os homens são fortes por fora, fazem-se fortes por fora, mas resguardam a sua fragilidade interior, incapazes que são de assumirem o que sentem.
Os homens têm medo das mulheres que os leem, porque assim elas sabem mais deles que eles próprios.
E como pode um homem fazer-se forte, quando uma mulher o despiu por dentro?
João Morgado

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Seu sorriso...


"...E ria. Um sorriso que se media a palmos como se mede o diâmetro do mundo, redondo, grávido, imenso. E eu entrei dentro desse sorriso, onde coube nu e sem vergonha. E dancei com ela como dança um louco, como se não houvesse amanhã, como se o hoje fosse pouco. E quando os nossos corpos caíram na cama, despidos e cansados, dormimos como dormem as flores, caídas umas sobre as outras, a partilhar o calor, a dividir o luar..."
«DIÁRIO DOS IMPERFEITOS»

João Morgado

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Possibilidades...


"As pessoas vêm as coisas como elas são e perguntam por quê? Eu vejo as coisas como elas poderiam ser e pergunto por que não? Bernard Shaw

domingo, 5 de julho de 2015

Essência




"Quando perdemos o nosso cheiro somos vadios, como cães sem coleira. O nosso cheiro é aquele que sopra da raiz da pele e tem o nosso nome. É a lingerie mais íntima do corpo, que nos veste por dentro e por fora, mesmo quando nus. E como lingerie que é, também fica por vezes perdido nas mãos de outra pessoa, ou entre os lençóis da cama, mas sempre acabamos por recolher o nosso cheiro, sempre, para revestirmos dele a nossa tez, a nossa nudez, a nossa timidez…"João Morgado


João Morgado 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Saudade


"Saudade, é sentir o teu cheiro na ausência do teu corpo!"
João Morgado IN: Diário dos Imperfeitos





segunda-feira, 8 de junho de 2015

A vida...


"...Mas a minha vida não pode ser uma fotografia. Tem de ser um filme. Um carrossel de fotografias contínuas, infatigáveis, nervosas… vinte e quatro fotografias por segundo no filme da existência..."
João Morgado 

sábado, 30 de maio de 2015

Teu corpo...



"Tinha o meu joelho entre as suas pernas amortecidas, e sentia o respirar molhado que se lhe desprendia do corpo; um calor úmido, escorregadio; um cheiro de saliva derramada, de sêmen, suor, água de mel do seu charco íntimo. Havia cabelos colados na almofada, lençóis enrugados, ternura despida, roupa perdida entre corpos que se tinham raptado, rasgado, amado. Eu tinha ainda na pele os trilhos rubros dos seus dedos, das suas unhas, e na boca a luz da pele quando mordida. Fiquei assim uma eternidade, entorpecido, sentindo o seu corpo colado no meu, o seu dormir de mulher moída. A luz da janela subia como um manto pela cama - agora silenciosa, serena como um descampado depois da batalha."João Morgado


João Morgado IN: Diário dos Imperfeitos

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Desejo


"A mão desceu lentamente, escorregando por entre a pele aguada, abrindo o sulco do seu corpo. Fechou os olhos; queria ver o corpo apenas pelos seus dedos. Queria sentir cada poro inebriado da pele. Sentir aquele prazer que nunca sentira ou ousará perseguir dentro de si."
João Morgado IN: Diário dos Imperfeitos

sexta-feira, 1 de maio de 2015

As linhas retas da vida...


" A natureza, no seu supremo saber, não tem águas em linha reta para o mar, não tem folhas quadradas nas árvores. Os paralelos de granito são obra da civilização, pois a montanha não oferece duas rochas iguais e retilíneas.
As linhas retas não podem ser perfeitas porque são arrogantes, não olham para o lado, não se dobram sobre ninguém, não contornam nem o bom nem o mau. As retas só desejam retas iguais. Se queremos caminhar a seu lado, temos que seguir paralelos para onde elas vão, movermo-nos com elas para o mesmo infinito, sem qualquer contato. Se fazemos um pequeno ângulo, perdemos a honra da sua companhia, deixamos de ser dignos de a acompanhar no seu rumo programado, acabamos por colidir ou nos separar."

In: Diário dos Imperfeitos

João Morgado

terça-feira, 28 de abril de 2015

Gostava...



"...Gaivota, 

gostava de estar a teu lado quando lesses estas minhas cartas, gostava de ver os traços que te riscam a face e te desenham humana. Gostava de sentir que tudo o que te escrevo abre portas em ti, te despertam, te trazem para mim..."

 João Morgado

domingo, 12 de abril de 2015

terça-feira, 17 de março de 2015

Pedras no caminho

"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..." Fernando Pessoa

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Meu mundo

"Aqui, eu vivo o meu mundo, eu sigo o meu sonho. Me deixe aqui, Mas não esqueça de mandar lembranças ao vento. Sinto falta de (sua) brisa." Daniel Ribeiro

domingo, 18 de janeiro de 2015

Ébrio da servidão

Não posso deixar de olhar para trás, não posso deixar de sentir o que sinto. Você arde dentro de mim, me chama, me acha, me seduz... Meu pensamento vive desnorteado, vive enamorado... Você dentre todas as outras, não existe igual. Uma deusa fria, bela, de olhar pálido, olhos negros, um corpo escultural... Minha Deusa, minha Dona, não há igual... Vago pelas ruas, pelos becos, me embriago sem sua presença, me desfaço na sua ausência... Eu pobre ébrio da servidão, pobre andarilho na escuridão...

Andarilho na vida