sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Estar nu...


Estar nu não tem a ver com a pele.
A verdadeira nudez é deixar que alguém nos morda os pensamentos; nos veja além da carne e nos leia como um livro.
Os homens são fortes por fora, fazem-se fortes por fora, mas resguardam a sua fragilidade interior, incapazes que são de assumirem o que sentem.
Os homens têm medo das mulheres que os leem, porque assim elas sabem mais deles que eles próprios.
E como pode um homem fazer-se forte, quando uma mulher o despiu por dentro?
João Morgado

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Seu sorriso...


"...E ria. Um sorriso que se media a palmos como se mede o diâmetro do mundo, redondo, grávido, imenso. E eu entrei dentro desse sorriso, onde coube nu e sem vergonha. E dancei com ela como dança um louco, como se não houvesse amanhã, como se o hoje fosse pouco. E quando os nossos corpos caíram na cama, despidos e cansados, dormimos como dormem as flores, caídas umas sobre as outras, a partilhar o calor, a dividir o luar..."
«DIÁRIO DOS IMPERFEITOS»

João Morgado

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Possibilidades...


"As pessoas vêm as coisas como elas são e perguntam por quê? Eu vejo as coisas como elas poderiam ser e pergunto por que não? Bernard Shaw

domingo, 5 de julho de 2015

Essência




"Quando perdemos o nosso cheiro somos vadios, como cães sem coleira. O nosso cheiro é aquele que sopra da raiz da pele e tem o nosso nome. É a lingerie mais íntima do corpo, que nos veste por dentro e por fora, mesmo quando nus. E como lingerie que é, também fica por vezes perdido nas mãos de outra pessoa, ou entre os lençóis da cama, mas sempre acabamos por recolher o nosso cheiro, sempre, para revestirmos dele a nossa tez, a nossa nudez, a nossa timidez…"João Morgado


João Morgado 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Saudade


"Saudade, é sentir o teu cheiro na ausência do teu corpo!"
João Morgado IN: Diário dos Imperfeitos





segunda-feira, 8 de junho de 2015

A vida...


"...Mas a minha vida não pode ser uma fotografia. Tem de ser um filme. Um carrossel de fotografias contínuas, infatigáveis, nervosas… vinte e quatro fotografias por segundo no filme da existência..."
João Morgado